quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Capitulo 12 - It Was Just A Dream

(SeuNome) abriu os olhos recebendo os primeiros raios solares, sentiu seus pés congelarem e notou algo macio agarrado ao seu corpo. A morena quase pulou quando as lembranças da noite passada a invadiram, oh meu Deus, era Demi que estava agora com uma das pernas em cima das suas e o braço rodeando o corpo de . De repente todo o calor foi esquecido e o corpo de (SeuNome) pareceu pegar fogo, e o coração a bater descompassado.

Se controla (SeuSobrenome)!

– (SeuApelido)? - a voz fraca preencheu o quarto. Demi se remexeu um pouco na cama e sua mão correu diretamente para os cabelos bagunçados da morena. Ela sorriu. - Sempre gostei do seu cabelo assim. - (SeuNome) arregalou os olhos e pigarreou desconcertada. Demi abriu os olhos e continuou sorrindo timidamente. - Não precisa ficar com vergonha, você é como minha melhor amiga.

O desconforto de (SeuNome) aumentou.

– Eu não estou com vergonha, só acho você muito abusada. - brincou dando palmadas no ombro da pequena, que sorriu mais ainda e se espreguiçou. - Já está na hora de levantar, não acha? Selena vai chegar cedo para arrumar você.

Demi parou de se mexer e abriu a boca dramática.

– Não mesmo! Você sabe que minha aparência não está lá as melhores, mas não vou lotar meu rosto de maquiagem porque você sabe muito bem que eu nunca abusei….

– Demi, respira. - pediu (SeuNome) impressionada enquanto ajudava a pequena a se levantar. - É por isso que Selena vai ajudar você a se arrumar, mesmo eu achando desnecessário.

A pequena que tinha entrado no banheiro, voltou com os olhos cerrados:

– Está dizendo que minha aparência não tem mais jeito?

(SeuNome) engasgou com a saliva e começou a sorrir bobamente, caminhou até Demi e lhe apertou o nariz carinhosamente.

– Você sabe que não é isso o que eu quis dizer, Demz. - deu-lhe as costas e abriu a porta do quarto para sair, não sem antes dizer: - Você é linda com ou sem maquiagem.

Demi sorriu e (SeuNome) desceu até a sala dos Lovato deixando a expressão se suavizar e os pequenos acontecimentos repassarem na sua cabeça. Ela dormira com Demi. Ela dissera coisas fofas (?) para a pequena. E nem por um momento conseguia se concentrar em qualquer outra coisa que não fosse Demi. Isso era normal? Era isso que melhores amigas faziam? Porque nem de longe Lauren era carinhosa assim com ela, os abraços já eram limitados, imagina dormir na mesma cama?

Não, isso não era nada normal, e Demi parecia não se incomodar com o que estava acontecendo como se fosse a coisa mais natural do mundo. O problema é que não era. (SeuNome) não queria se permitir pensar nas sensações que tivera com a pequena, então decidiu que era hora de pensar apenas no plano. Sim, o plano. Era véspera de natal, e ela faria Demi se sentir feliz, como tinha que ser.

– (SeuNome)? - uma voz grave a chamou. (SeuNome) voltou ao mundo real se deparando com Eddie encostado no pilar da divisa entre a cozinha e a sala, ele parecia contente em vê-la ali, apesar da falta de brilho no olhar e aparência cansada. - Pensei que vocês não acordariam para o almoço.

(SeuNome) abriu a boca. Ele sabia? Ok, isso não é bom.

– Tudo bem, você é exceção em nossa casa. - ele comentou com um sorriso travesso se aproximando de (SeuNome) e lhe dando um breve abraço. - Demi precisava de uma boa noite de sono, e vejo que na sua presença ela conseguiu isso, não?

A morena maneou a cabeça sem graça.

– Obrigada senhor…

– Me chame de Eddie, por favor. - ele a corrigiu voltando para a cozinha e servindo os pratos. - Onde vocês pretendem passar o natal?

– Na casa da Mari, ela convidou Lauren e eu achei uma boa oportunidade para deixar Demi mais alegre, ela precisa de divertir.

– Ah, sim. Dianna! - A mulher entrou na cozinha esfregando as mãos por conta do frio. - Estava conversando com (SeuNome) sobre nossa estrelinha.

Foi então que a morena sentiu corar. Ótimo, agora ela era um peixinho fora d’água, sendo interrogada pelos pais de Demi. Eles não eram nem de longe má pessoas, (SeuNome) só não gostava de compartilhar seus planos com outros além de, é claro, Lauren.

– Bom dia! - a voz de Demi ecoou pela cozinha. Os três se viraram para olhar a pequena que acabara de descer, (SeuNome) não se lembrava de tê-la visto tão…Fofa. Usava seu lanço branco favorito, além é claro, do sobretudo. - Vocês já podem parar de me olhar, ou então eu volto para o quarto. - brincou.

Então Dianna enxugou uma lágrima e abraçou a filha.

– Você está linda, Demi. – ela disse. A pequena olhou para (SeuNome) com um ar de graça e se soltou do pai. - Eu sei, eu sei. A idade nos deixa emotivos, vocês ainda não viram quando Eddie assiste novelas.

– Que calunia! - exclamou Eddie. E os quatro riram. Demi deu um abraço em seu pai e depois escorou o corpo no de (SeuNome) que estava encostada no balcão esperando o pai terminar o almoço.

A morena sentiu novamente um desconforto e foi obrigada a ignorá-lo.

– Espero realmente que essa festa valha a pena. - Demi comentou.

– Ainda não entendo porque vocês não ficam em casa e nós vemos um filme, poderia ser até aquele seu filme que você gosta, como é o nome? Vantagens de Ser Insensível? - foi a vez de Dianna caçoar.

- As Vantagens de Ser Invisível, Mãe! – Demi rolou os olhos.

– Dessa maneira ela fica. - disse (SeuNome) recebendo um cutucão no estômago. - Hey, é brincadeira. - retrucou devolvendo outro cutucão na pequena.

E elas iniciaram uma pequena guerra na tentativa de fazer cócegas uma na outra, guerra que terminou quando (SeuNome) deu de encontro com o sofá e as duas tombaram nele gargalhando como crianças.

– Vocês vão destruir minha sala! - brincou Dianna abraçando o marido enquanto observavam a brincadeira das duas. - Até parecem irmãs.

As duas se entreolharam ainda no sofá e Demi deu um tapa de leve na cabeça de (SeuNome), depois a ajudou se levantar.

– Eu não acho que sejam irmãs. - afirmou Eddie olhando para a esposa um tanto que apreensivo, mas em segundos sorriram um para o outro e (SeuNome) ficou tentando entender o motivo daquela frase. - Vamos, o almoço está pronto.

Os quatro almoçaram na perfeita paz. Nada do que a morena imaginava, como perguntas e frases indiscretas ocorreu, na verdade ela e Eddie iniciaram uma gostosa conversa sobre fotografia. Sim, (SeuNome) era apaixonada por fotos e câmeras, sempre foi sua paixão, só não seguiu carreira porque o marcado não estava lá essas coisas e seus pais recusariam pagar. Depois do almoço, Eddie levou (SeuNome) para ver sua coleção de câmeras que estava guardada no quarto. Demi e Dianna ficaram para arrumar a cozinha.

– Ela me parece uma boa moça. - comentou Dianna enquanto guardava os últimos pratos no armário. Demi estava sentada na mesa limpando a xícara que ganhara de sua mãe uma vez.

– Ela é. - respondeu deixando o copo na mesa e suspirou. - (SeuNome) está mudada e eu não vou ter tempo para apreciar isso.

Dianna fechou o armário controlando as lágrimas e sentou na mesa com a filha.

– Você sabe que pode prolongar isso…

– Não mãe, eu não quero. - disse incisiva apertando as mãos. - Eu passei anos da minha vida imaginando como seria estar na Broadway, ter meus próprios fãs e ganhar prêmios. Eu passava cada dia desejando estar em NYADA e tornar meu sonho real… - tomou fôlego e deixou as lágrimas escaparem. - Agora eu me sinto um pássaro com as asas cortadas, e se eu fizer esses tratamentos, se eu voltar para NYADA, vou me sentir como…Como um pássaro que pode ter a sensação de voar, para depois ter suas asas cortadas, o que tornaria pior e mais doloroso.

Dianna se levantou no mesmo instante e puxou Demi para seus braços. A pequena soluçava em seu peito e ela se sentiu impotente, sem poder fazer nada para tirar a dor de sua estrelinha.

– Você vai ter os melhores dois meses da sua vida, meu amor. – ela  prometeu. - Eu sei disso.

E do outro lado, Eddie e (SeuNome) observavam a cena. Os dois choravam, e (SeuNome) sentia seu peito destroçado, pois ela entendeu o que Eddie quis dizer, ela sabia que ele estava depositando toda sua confiança nela para fazer Demi feliz, e agora esse peso em suas costas parecia derrubá-la.


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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Capitulo 11 - It Was Just A Dream

– Só me sentindo fraca, preciso descansar da viagem… - ela disse abraçando (SeuNome) de surpresa. A morena se surpreendeu, mas não recusou, é claro. Passou os braços em volta de Demi e deixou seu rosto afundar nos cabelos da pequena, o cheiro era tão bom que (SeuNome) se perguntou se poderia ficar ali mais alguns minutos.

– Obrigada, (SeuApelido). - agradeceu Demi se soltando dos braços da morena. - Eu não sei o que aconteceu com você, mas essa mudança está me fazendo bem.

(SeuNome) sorriu e ajudou Demi a subir para o quarto. Os Lovato não estavam em casa, isso fez (SeuNome) corar mais que o possível, estar sozinha em casa com Demi dava uma sensação de conforto para a  morena. Ela ajudou a pequena a se deitar e a tirar os sapatos.

– Precisa de algum remédio? Qualquer coisa? - perguntou preocupada cobrindo a pequena que tremia de frio. (SeuNome) fez menção de se levantar, mas Demi segurou sua mão:

– Sim, preciso que fique. - pediu com a respiração pesada. O quarto pareceu afundar, (SeuNome) ficou sem reação e teve certeza que tinha uma expressão idiota no rosto. - Por favor.

Ficar ou não ficar? Seu quarto de hóspedes estava bem ao lado, era só dar a desculpa de que precisava de um banho e pronto, (SeuNome), qual seu problema? Ela não conseguiu negar, ela não podia negar nada a Demi.

– Tudo bem, eu estou aqui. - ela deu a volta na cama e se deitou de frente para a pequena, que se virou para encara-lá. Sentiu calafrios e seu corpo relaxou. Elas se encaravam com tanta ternura, que era impossível não sorrir. (SeuNome) não sabia o que estava acontecendo entre elas, mas ela sabia que queria que continuasse, ela queria continuar sentindo paz enquanto estivesse ao lado de Demi, ela queria poder esquecer UCLA assim como fazia quando estava com a pequena.

– As vezes sinto que posso morrer a qualquer momento… - sussurrou Demi com os olhos cravados nos de (SeuNome).

– Eu não vou deixar! - a morena respondeu de imediato, no mesmo tom de sussurro. No quarto escuro era possível ver o brilho em dois pares de olhos que se olhavam, Demi parecia tão impressionada com a figura a sua frente, que duvidava que fosse real.

– Isso pode acontecer…

– Eu não vou deixar. - repetiu (SeuNome) levando o dedo indicador aos lábios da pequena. Sua mão abandonou os lábios para percorrer o rosto pálido.

– Por que está fazendo isso, (SeuApelido)? - a pequena tornou a sussurrar agora de olhos fechados. A morena tirou uma mecha de cabelo do rosto dela.

– Porque eu não consigo mais imaginar uma vida sem você.

Saiu automático, mas (SeuNome) não se arrependeu. Pela primeira vez ela soube que era a hora certa de dizer, e aquelas palavras foram novidades tanto para Demi quanto para (SeuNome). A pequena não respondeu, apenas apertou a mão da morena que estava em seu rosto com a sua e fechou os olhos se aconchegando no peito de (SeuNome), ela precisava dormir, ela precisava se sentir em casa para isso. E nada melhor do que os braços de alguém especial para se sentir protegido. Era assim que (SeuNome) pensava, ela só sentia que havia algo de errado com sua forma de pensar ao dizer a palavra amiga.

O que (SeuNome) não sabia, que por um erro de calculo, a mala de sua melhor amiga havia sido trocada com a dela e como conseqüência, Lauren fora destrocá-las na casa dos Lovato naquela hora. Agora, Lauren observava em silencio na porta a cena se desenvolver, ela esperou até as duas pegarem no sono e saiu com uma certa certeza em mente.


Continua...


Babys! Desculpem a demora pra postar, mas postei três hoje, ta bom né?! Prometo postar amanhã também, e a maratona vai ser sexta a noite 0// Falem comigo no meu ask http://ask.fm/httpcamzren

Capitulo 10 - It Was Just A Dream

– É! - (SeuNome) respondeu no mesmo instante levantando-se rapidamente e deixando o diário no criado mudo. Lauren estava tentando entrar em sua mente e ela odiava quando ela fazia isso, pois na maioria das vezes conseguia o que queria.

– Bom, é melhor você arrumar suas coisas Lauren. - disse sem olhar para ela. - Amanhã assim que a Demi tiver alta nós vamos nos encontrar com ela no aeroporto.

– Eu ainda não acredito que vai me obrigar a fazer isso.

– Você me ama.

– Você é ridícula.

**

Pela primeira vez o sono de (SeuNome) fora leve. Sem sonhos, apenas uma noite bem dormida, e relaxante. Era disso que a morena precisava para começar seu dia, até mesmo deu um beijo de bom dia em Lauren que ficou encarando-a como se tivesse visto um fantasma. A manhã passou rápido, as duas fizeram as malas e (SeuNome) foi obrigada acalmar a amiga na medida que o tempo passava, pois Lauren estava nervosa porque veria Camila de novo, e não sabia se estava preparada. E (SeuNome) a entendia, porque fora assim que se sentiu quando soube sobre a doença de Demi. E isso soou estranho, pensou (SeuNome).

– Eu preciso beber. - resmungou Lauren assim que chegaram no aeroporto.

– Sossega o cu desse jeito você não chega viva em Boston.

– Cala a boca.

As duas estavam sentadas no banco com as passagens em mãos. (SeuNome) suava frio enquanto esperava Demi e Selena, já que os pais da Demi viajaram na noite anterior, e Lauren resmungava a cada cinco minutos sobre a demora e o frio.

– Meninas! - exclamou Selena um pouco mais alegre assim que apareceu, ela segurava tantas malas que (SeuNome) se questionou se ela estava de mudança.

Ao seu lado uma pequena jovem segurava mais duas malas. Demi parecia menor que o normal, ainda estava muito magra e com os olhos fundos. Era evidente que estivera internada, era evidente que estava doente. E isso partiu o coração de (SeuNome). Nem de longe ela parecia aquela antiga Demi Lovato, alegre e atraída pela vida. A morena já esperava por isso, só não contava que se sentiria tão mal.

– Tem certeza que está bem para fazer essa viagem? - perguntou (SeuNome) cautelosa assim que se aproximou da pequena e pegou uma das malas dela para ajudá-la.

– Meu médico não gostou muito da idéia, mas eu o convenci com meu discurso dramático. - brincou abraçando Lauren. - Ele me deu uma caixa de remédios e uma lista com os horários, me sinto até importante.

– Você é. - (SeuNome) disse automaticamente, e depois se arrependeu.

O silencio caiu entre as quatro, Selena parecia deslumbrada com as palavras de (SeuNome), Demi corou e Lauren estava surpresa.

Elas ouviram a chamada para o embarque e (SeuNome) agradeceu mentalmente, sentia-se uma idiota principalmente na frente de Demi que ainda tinha um sorriso tímido nos lábios. Embarcaram no avião e Lauren era quem sentava ao lado de Demi, mas implorou para que (SeuNome) ficasse em seu lugar com a desculpa de que jogaria a pequena pelo vidro do avião se ela começasse com seus monólogos no meio da viagem. (SeuNome) é claro, aceitou.

– Acha que Lauren está preparada para ver Camila? - foi a maneira que (SeuNome) encontrou para começar uma conversa.

– Eu não sei, porém ela ficará desconfortável. - Demi respondeu com os olhos fechados e cabeça encostada no banco. - Parece que todos estamos indo encontrar os ex.

(SeuNome) parou para pensar e concluiu que a pequena estava certa.

– Você vai ficar bem?

Demi abriu os olhos e olhou para (SeuNome).

– Sobre o Joe? - a morena concordou. - Eu me separei dele, (SeuNome). Grande parte do tempo eu sinto falta dele, mas ao mesmo tempo sei que fiz o certo. Não estava na hora.

– E você acha que vai saber quando estiver? - perguntou curiosa. Demi olhou para o banco da frente e pensou um pouco antes de responder.

– Você não?

(SeuNome) balançou a cabeça. Nunca tinha pensado sobre isso, nunca tivera tempo na verdade.

– Acho essa história de amor a primeira vista clichê. - explicou. - Digo, você nem conhece a pessoa, não sabe de sua história, nem de onde ela vem, o que faz da vida, seus gostos…

– É isso o que torna mais apaixonante.

A única forma de amor que (SeuNome) conhecia era a do amor próprio, mas ela tinha certeza de que as coisas não aconteciam de maneira tão rápida. Ela tinha uma idéia diferente de como deveria ser o tal do amor, porque algo lhe dizia que era assim.

– Acho que você passa a maior parte do tempo se questionando, tentando provar suas hipóteses, e talvez antes que perceba você já sabe a resposta. Essa é a minha idéia do amor.

– Assim que seus olhos se cruzam você já sabe, (SeuNome). - foi a vez de Demi explicar. - É magnético, é química, explode, entende?

Não. Ela não entendia. E achou melhor deixar Demi sem uma resposta, não queria discutir algo que nem uma das duas conhecesse, talvez mais tarde ela perguntasse para Lauren, e achou a idéia ridícula no momento seguinte, pois receberia um questionamento e zombamento. Assim que o avião pousou em Boston, Selena foi imediatamente visitar sua família, Lauren seus pais, e Demi seguiu com (SeuNome) em direção a casa de seus pais, já que os Lovato acabara de se mudar para Boston a alguns meses. Caminharam para fora do aeroporto a espera do taxi, o que não demorou muito a chegar.

Demi sorriu e encostou a cabeça no banco, a viagem toda de volta para casa ela encarava (SeuNome) com ternura e a morena não deixou de corar, ela podia jurar que seu rosto estava pegando fogo. Assim que chegaram em casa (SeuNome) pagou o taxista e seguiram adentrando a casa dos Lovato.  (SeuNome) notou a respiração acelerada de Demi, ela não parecia nada bem.

– Demz, qual o problema? - perguntou preocupada ajudando a pequena a descer e enlaçando sua cintura.


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Capitulo 9 - It Was Just A Dream

Estava resolvido, eles partiriam para Boston no outro dia, - a maioria de seus amigos moravam em Boston desde que deixaram Miami e acabaram o ensino Médio - chegariam a tempo para a véspera e Demi teria seu primeiro desejo realizado. Se bem que aquilo não parecia nem de longe um sonho, ou uma vontade que ela desejasse de verdade, era apenas vontade. Mas, (SeuNome) sabia que Demi não diria a ela, primeiro que não confiava totalmente na morena, e segundo que eram coisas particulares da pequena.

– Espera, deixa eu ver se entendi, você vai ser um tipo de anjo da guarda dela? - perguntou Lauren pela quarta vez naquele dia desde que chegaram em casa e montavam a arvore de natal na sala. - Isso não é você, (SeuNome).

– Eu quero fazer isso, ta legal? É o mínimo que eu poderia fazer para me redimir de tudo o que já fiz ela passar. - explicou pendurando algumas bolas coloridas. - Me passa aquelas fitas.

Lauren entregou uma caixa vermelha para a amiga e continuou pensativa.

– E eu não disse que iria para Boston! Sabe o significado de pensar?

– Lauren, nós duas sabemos que você quer vê-la.

A  amiga emudeceu.

– É natal, Lauren. Você não quer fazer algo de que vá se lembrar daqui a trinta anos?

– Sim, se eu cortar as bolas do Michael e pendurar no para brisa do meu carro minha ficha criminal com certeza vai me lembrar disso aqui a trinta anos.

(SeuNome) gargalhou e jogou algumas fitas na Lauren, que retribuiu jogando bolas de natal. As duas iniciariam uma espécie de guerra onde a sala era o campo de batalha, e no final da noite estava parecida com um. As duas sentaram-se na sala para assistir a um filme qualquer.

– Promete uma coisa? - começou Lauren assim que o filme acabou. (SeuNome) franziu o cenho. - Não vá se machucar, está bem? - Isso pegou a morena de surpresa, o que Lauren esperava que fosse acontecer? Ela apenas estava pagando sua divida com Demi. Vendo que (SeuNome) não respondia, continuou - O que pretende fazer? Ler o diário dela e…

– Lauren! - exclamou (SeuNome) parando no meio da sala e assustando a latina.

Era isso! O diário, como ela poderia ter esquecido? Nele (SeuNome) poderia conseguir detalhes ou até mesmo sonhos da pequena, e sequer lembrara de que ele estava em seu quarto neste momento. Deixou uma Lauren paralisada na sala e praticamente pulou a escada até chegar ao cômodo. Lá estava ele, jogado em cima da cama com a fechadura destruída graças a Lauren.

– Se me assustar outra vez eu juro que te jogo daquela escada. - Lauren adentrou o quarto ameaçando e apontando o dedo para (SeuNome) que agora estava sentada na cama encarando a capa do diário.

Se esquecendo totalmente da amiga ali proferindo xingamentos, (SeuNome) abriu o diário e se deparou com a foto de um Tony colada na primeira pagina, a morena folheou as primeiras páginas e se contentou em ler o básico, Demi falava sobre seus primeiros dias em NYADA, sobre Harry e a primeira vez em que o beijou, - (SeuNome) sentiu nojo dessa parte, sabia porque não gostava dele agora. - e a noite em que Joe voltou de viagem. Depois disse mais algumas páginas sobre como ela se sentia derrotada pela chegada de Joe e sua confusão entre ele e Harry. A morena já estava quase desistindo de ler tanta coisa que a fizesse mal, quando a mão de Lauren parou uma página assim que (SeuNome) fez menção de vira-la.

" 23, Dezembro de 2012.

Está frio lá fora. Digo, é o primeiro natal que irei passar em NY, longe dos meus pais, amigos e Joe. Selena insiste para que passemos a noite no karaokê com os estudantes de NYADA, mas eu não me sentiria bem lá. É natal. Não deveria ser uma noite especial? As vezes eu passo dias imaginando que Joe apareceria na minha porta e me levaria para patinar, eu sei, parece bobo, mas eu tenho sonhos bobos e pequenos. Imagino as estrelas, uma noite fresca e sob a neve lá estou eu, patinando sem mais ninguém por perto a não ser ele me observando e dizendo que eu poderia ser uma patinadora profissional, mesmo que seja totalmente o contrário. As vezes, eu sinto falta de algo assim, algo que nunca tive e nunca terei. - Demi.”

(SeuNome) fechou o diário e seu olhar ficou vago. Era assim que Demi se sentia? Sozinha e esquecida? A morena achou irônico, porque era exatamente como se sentia todas as noites antes de dormir em Miami.

– Isso foi…Triste. - disse Lauren baixo. - O que pretende fazer? Obrigar Joe a levá-la para patinar?

– Ele não parece o tipo de sujeito que faria isso. - respondeu a morena virando-se para a amiga.

– Então leve você. - sugeriu a morena. (SeuNome) arregalou os olhos e quase engasgou com a própria saliva, gesto que não passou despercebido pela amiga. - Vocês não precisam namorar para você levá-la, (SeuNome). É apenas um passeio entre amigas, não é?


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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Capitulo 8 - It Was Just A Dream

– (SeuApelido), Demi estava me contando sobre esses tubos de lavagem. Será que se eu enfiasse um desses no Michael…

– Lauren, vamos deixar as duas conversarem. - interrompeu Dianna apertando o ombro de (SeuNome) e lhe lançando um olhar curioso. Provavelmente se perguntando se o suborno do marido dera certo.

Lauren olhou de Demi para (SeuNome), e de (SeuNome) para Demi desconfiada. Saiu da sala com uma carranca e baixos xingamentos sobre ser expulsa e nunca mais voltar ali.

– Pensei que não voltaria. - disse Demi agora um pouco timida com o silencio que ficara o quarto. (SeuNome) fechou a porta atrás de si e caminhou até a pequena sentindo seu coração disparar. - Me perdoa.

– Está me pedindo perdão por estar doente? - a morena tentou quebrar o clima. Demi abaixou a cabeça, parecia triste. - Quando cheguei em casa, eu chorei. - A pequena levantou os olhos surpresa. - A idéia de te perder antes mesmo de nos aproximarmos outra vez foi assustadora.

– A culpa foi minha, eu tinha uma passagem de trem…

– E eu tinha a outra.

As duas sorriram com a piada interna e (SeuNome) mordeu o lábio inferior.

– Quando você sai? - perguntou cautelosamente se sentando na beira da cama.

– Amanhã a tarde, de certo.

As duas continuaram se olhando, havia mais comunicação ali do que em várias horas de dialogo. (SeuNome) precisava assumir que sentia vontade de abraçar Demi e dizer que tudo ficaria bem, que era apenas um sonho ruim e elas acordariam daqui a pouco, até longe uma da outra mais uma vez. E essa idéia aterrorizou (SeuNome).

– Demz…

– Sim, (SeuApelido)? - a voz da pequena saiu esperançosa. (SeuNome) segurou a mão de Demi como no dia anterior, tomou fôlego e disse:

– O que quer de natal? - a pergunta pareceu infantil, até mesmo Demi sorriu. Aquela não era a (SeuNomeTodo) de antes. - Estou falando sério, pensei em comprar algo, mas não encontrei nada que me fizesse lembrar de você.

Corou ao dizer isso.

Não encontrei nada que me fizesse lembrar de você? Que coisa ridícula e cafona, pensou (SeuNome).

– Eu não quero nada, (SeuApelido), sério mesmo. - disse Demi acariciando o braço da morena, os arrepios que percorreram seu corpo relaxaram (SeuNome). - Eu sempre tive vontade de ter um natal com uma família grande, sabe? Pais, primos mais novos e irritantes, aquele tio que sempre fica bêbado, a tia que fofoca… - sorriu.

– O que acha de passar o natal na casa da Marissa, comigo, Lauren, Selena e seus pais? - (SeuNome) interrompeu o monologo excitada com a proposta. Demi parou de falar no mesmo instante e ficou com a boca aberta parecendo absorver o convite.

– Bem, - começou com um brilho no olhar. - acho que não me faria mal algum, certo?


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Capitulo 7 - It Was Just A Dream

Lauren encarou alguns segundos a amiga esperando alguma reação diferente, (SeuNome) olhou assustada pra ela, aquilo mais parecia uma expressão assassina.

– (SeuNome)? - chamou Lauren depois de um tempo enquanto dirigia.

– Sim?

– Quando foi a ultima vez que esteve com um homem? - Lauren pareceu se arrepender da pergunta e se corrigiu limpando a garganta. - Quando foi a ultima vez que esteve com alguém antes daquela "mocinha"  D.?

A morena lançou um olhar fulminante para a amiga que não parecia estar agora zombando, ela parecia até mesmo…Interessada?

– Diego foi a ultima pessoa que fiquei, Lauren. - respondeu uma (SeuNome) cansada encostando a cabeça no vidro.

– Você se arrepende de algo?

– Lauren, qual o seu problema? - (SeuNome) perguntou realmente assustada. Aquilo não era da natureza de Lauren, nunca foi e a morena duvidasse que algum dia fosse ser. Lauren não se interessava pela vida de ninguém mais alem da sua e de Camila, raramente com (SeuNome), mas nada que passasse das perguntas irônicas para mais tarde usar isso contra ela.

– Ai, credo, só queria saber.

O silencio se estabeleceu mais uma vez, (SeuNome) lançava olhares de canto para a amiga perguntado-se o que havia de errado. As duas chegaram no hospital e entraram sem cerimônias na sala de espera, (SeuNome) sabia que aquilo era loucura, ver Demi outra vez era pedir para sentir dor. Mesmo sem entender o porquê. Selena e Jennel não estavam ali, apenas os Lovato estavam sentados em um sofá parecendo conversar sobre algo importante. Dianna sorriu um pouco ao ver (SeuNome) e Lauren, e levantou para cumprimentá-las.

– Sra. (SeuSobrenome)! Olá Lauren. - parecia familiarizada com Lauren, e então a morena se lembrou de que agora ela era praticamente amiga de faculdade de Demi. A palavra amiga entre Demi e Lauren soou…Estranho.

– Boa tarde, Dianna. - cumprimentou Lauren com um aceno. - Eddie. – E o pai de Demz que continuou sentado e lançou um fraco sorriso para ambas. - Eu gostaria de ver a Demi…

– Oh, claro, por aqui. Ela ficará muito feliz em te ver…

(SeuNome) fez menção de seguir os dois, mas um braço levemente a puxou de volta. Era Eddie, que agora parecia um tanto curioso analisando (SeuNome) da cabeça aos pés.

– Olá (SeuNome), - ele estava nervoso, esfregava as duas mãos freneticamente e conduziu a morena até o sofá. - Demi me disse que contou a você… - a frase morreu e o coração se apertou, ela rapidamente afirmou com a cabeça atenta as palavras do mais velho. - Bem, eu não te conheço, você não me conhece, mas Demi diz muitas coisas boas sobre você desde que veio até aqui e…Bem, ela se recusa a fazer o tratamento do câncer….

(SeuNome) parou por um momento imaginando Demi falando sobre ela. Então era real? Demi se importava mesmo com ela? Se importava em se lembrar dela…? A morena espantou os pensamentos e se concentrou no que Eddie queria dizer.

– E senhor quer que eu a convença a fazer os tratamentos?

O olhar de Eddie pendeu para o lado e ele pareceu pensar na maneira certa de dizer algo, (SeuNome) viu que seus olhos já estavam cheios de lágrimas.

– Escute (SeuNome), qualquer pai quer a felicidade da filha. - a morena concordou com a cabeça. - Eu amo Demi acima de qualquer coisa, e para mim, o que a fizer feliz, me faz feliz. Demi tem apenas dois meses de vida e com um tratamento isso poderia prolongar para mais alguns meses…Mas, se isso a fizer infeliz, como eu poderia ver minha filhinha viver seus últimos dias agonizando?

A morena estava absorvendo cada palavra com dor, ela conseguia sentir a dor de Eddie em saber que perderia sua filha, e essa dor se transferia para ela, pois Demi era especial demais para ser levada. O mundo precisava de mais Demi. Eu precisava dela…

– Senhor…

Eddie fez um gentil sinal para que (SeuNome) se calasse e ele prosseguiu segurando a mão da garota, ato que lembrou o toque de Demi.

– Sua visita abalou minha Dêm, ela parece mais elétrica que o normal, e pergunta quase a todo instante se você está na sala de espera. - ele explicou com a voz suave, a morena sentiu uma sensação boa e deu um sorriso sincero. - De alguma forma você conseguiu com uma visita, o que Selena, minha esposa e eu tentávamos desde o momento em que ela acordou: Um sorriso. E eu quero mais sorrisos, quero minha pequena feliz.

O obvio atingiu (SeuNome) como uma pedra na cabeça. Eddie De La Garza estava pedindo a ela que fizesse Demi feliz durante seus últimos dias de vida? Aquilo pareceu tão…Perfeito. Sim, se (SeuNome) não estivesse tomada pela idéia, poderia jurar que Eddie estava tentando suborná-la, mas aquilo lhe pareceu tão certo de repente, que ela se esqueceu de perguntar o que ele queria realmente. É claro, ele, assim como Dianna, queriam a filha feliz. E (SeuNome) queria Demi feliz. Era assim que precisava ser, (SeuNome) sempre a desprezou tanto, e de repente, a idéia de conseguir fazer bem a Demi pareceu confortar o coração da morena. Não lhe custava nada tentar, certo? O que de pior poderia acontecer ao tentar ajudar uma amiga dos velhos tempos?

– Obrigada, senhor. - (SeuNome) agradeceu a Eddie com um sorriso e se levantou seguindo direto para o quarto de Demi.

E ela estava lá sentada na maca enquanto Lauren e Dianna conversavam sobre algo qualquer ao lado da cama. Assim que os olhos de Demi encontraram com os de (SeuNome), a pequena sorriu automaticamente, (SeuNome) também sorriu, e notou que nem ao menos era sua intenção sorrir. Lauren pigarreou e a morena se lembrou de que havia mais pessoas no quarto.


Continua...


Hey babys, mil desculpa pela "demora" pra postar. Falem comigo pelo meu ask http://ask.fm/httpcamzren Ah gente, eu não sou a autora original da fic ok? Eu estou adaptando ela como fic Lovatic. Beijos, love you

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Capitulo 6 - It Was Just A Dream

O dia lá fora anunciava uma bela tarde de terça feira, fria e úmida. O relógio na parede marcava duas e meia da tarde, e a essa altura nem a janela do quarto havia sido aberta. Para dizer a verdade, uma jovem morena de cabelos desgrenhados repousava sob o tapete observando a luz que vinha da fresta da porta e da janela. A áurea ali estava pesada, o quarto obteve um odor de lágrimas, se possível e um ar triste. (SeuNome)  sentia-se morta, mal obtinha respostas dos músculos do corpo, tudo o que conseguia era mover os olhos, e mesmo assim o fazia para expulsar pequenas lágrimas que ainda insistiam em nascer ali. Ela não conseguia se lembrar de quando tinha ficado tão triste assim pela ultima vez, e pensou até mesmo que nunca conhecera esse tipo de sofrimento. Mas, ela estava ali. Fraca, emotiva, com os pensamentos voltados a Demi, podia sentir pontadas na cabeça de tão focada que sua mente estava.

Não era justo, era? Esperar dois anos para um câncer se manifestar, esperar que ela cogitasse a idéia de passar um tempo em Nova York para tal desgraça. E ao se lembrar do pequeno corpo na cama, (SeuNome) lembrou-se também de como sentira falta de Demi, e de como isso a estava afetando, pois não era normal. Lembrava-se de ter dormido apenas quatro horas durante a madrugada, e sonhado com a pequena. Ela cantava. Uma música conhecida, porém esquecida na mente da morena. Reunindo forças sabe-se lá de onde, (SeuNome) se levantou já sentindo a perna formigar devido a posição que dormira. Largou o diário - que ela hesitava em ler a cada segundo em que o encarava -, em cima da cama e ligou a luz do quarto. Ela podia jurar que quase ficou cega. Tirou o resto da roupa e entrou no banheiro, ligou o chuveiro e se enfiou debaixo da água aquecida, seu corpo todo se arrepiou com o choque elétrico que recebeu. As lembranças da tarde passada novamente a invadiram e ela escorregou pela parede do box até seu corpo nu tocar o chão sólido e gelado. Ela não conseguia parar de chorar.

Vestiu uma roupa qualquer e ouviu seu celular tocar. Imediatamente se aprontou para atendê-lo, até ver o nome no visor.

"Pablo Juan”

Seu passado de três dias a invadiu como uma granada e ela se lembrou de toda a sua trajetória em UCLA e com seu professor. E agora, sentia-se enojada de si mesma.

Deixou o celular na cama junto ao diário e decidiu que era hora de encarar Lauren.

Ela desceu as escadas e como contava, a Lauren estava na cozinha preparando alguma coisa. (SeuNome) parou no vão da escada e encarou a amiga que ainda não percebera sua presença, as duas se pareciam agora, por motivos diferentes, mas ambas possuíam grandes olheiras e uma tristeza plantada no olhar, e (SeuNome) insistia em se perguntar como pudera chegar a esse estado por Demi, que era sua uma amiga…

– Olá. - se não estivesse olhando diretamente para Lauren, poderia jurar que era outra pessoa que falava com ela. A morena balançou a cabeça com um meio sorriso, pelo jeito a discussão havia sido deixada para trás.

(SeuNome) sentou no primeiro degrau e abraçou as próprias pernas, meu Deus, como estava abalada e frágil, sentia como se seus pulmões tivessem sido arrancados. Lauren se aproximou encarando a amiga com preocupação, estendeu uma caneca azul claro para a morena e ficou com a outra. Era chocolate quente.

Lauren havia feito chocolate quente para ela?

Lauren sentou-se ao lado da amiga, encarando o mesmo ponto fixo no chão que a morena, ela parecia querer perguntar algo, mas nada saia. (SeuNome) suspirou fortemente e após uma golada no chocolate quente, sentiu o choro silencioso subir novamente pela garganta. Lauren balançou vagamente a cabeça para trás e para frente, como se tomando confiança.

– O que está havendo, (SeuNome)?

E a morena soube pelo tom de voz da amiga, que não era uma pergunta sobre o estado de Demi, pois ela já sabia. Lauren queria saber o que havia de errado com a própria (SeuNome), e isso a assustou, pois nem ela mesma sabia. (SeuNome) deitou a cabeça no ombro de Lauren pedindo conforto, ela precisava se sentir segura naquele momento.

– Eu não costumo dizer essas coisas, e espero nunca mais repetir porque acho algo extremamente gay, mas, - Lauren deu uma pausa para que (SeuNome) pudesse sorrir em seu ombro e voltar a se sentar normalmente para terminar o chocolate quente. - eu não fugiria se fosse você. Algo está errado, (SeuNome), desde que você chegou aqui e soube sobre o acidente, tudo o que consegue fazer é chorar. Talvez você esteja despejando tudo o que sofreu em silencio nesses dois anos, - (SeuNome) olhou para Lauren intrigada que a encarava com uma expressão grave. - está na hora de por em dia sua conta, (SeuSobrenome).

(SeuNome) se levantou incomodada, odiava que jogassem seu estilo de vida na cara, ainda mais Lauren. Largou a caneca em cima da mesa e se virou para a amiga:

– Me desculpe Lauren, mas eu não sei do que está falando. - Lauren ergueu uma sobrancelha, e a morena continuou. - Demi e eu nos tornamos muito amigas no ultimo ano, ela e eu temos uma ligação muito forte, é por isso…Deus, Lauren, ela vai morrer!

Lauren abaixou os olhos tristemente.

– E não quer aproveitar esse tempo para descobrir coisas que talvez o tempo tenha reservado para você?

– Você está bem? - a mudança no assunto foi tão rápida que Lauren abriu a fechou a boca algumas vezes pensando em uma maneira de debater com a amiga. (SeuNome) sorriu para ela e estendeu a mão para que se levantasse, as duas foram até a cozinha.

– Eu não sei mais o que é bem… - a voz de Lauren saiu baixa, e (SeuNome) sentiu algo em seu peito se apertar. - Quando não estou pensando nela, estou pensando em mil maneiras de sabotar o carro daquele metido de bosta!

Mais uma vez, sentiu dó da amiga.

Elas estavam realmente acabadas e sentimentais demais para duas meninas que eram populares, e um tanto que vadias como elas.

– Vem, vamos sair. - pronunciou (SeuNome) puxando Lauren pelo braço.

– O que? Por que?

– Vamos, Laur. Não podemos passar o resto das férias trancadas em casa nos lamentando, podemos até nos matar.

Lauren sorriu e concordou com a cabeça. Elas abriram a porta da sala e receberam uma rajada de vento, e olhando atentamente para fora, foi possível ver os pequenos flocos de neve que caiam, e a pequena massa branca que se formava no solo. (SeuNome) sentiu uma sensação boa ao entrar no carro de Lauren, toda aquela áurea ruim desapareceu no instante em que se lembrou de que em três dias seria natal, o primeiro natal que ela passaria longe das preocupações e Miami.

– Já sabe onde passar o natal? - perguntou a morena iniciando uma conversa enquanto as duas compravam presentes em uma loja próxima a casa da morena.

– Eu não sei. Marissa insiste que eu vá para a festa de natal na casa dela, mas não sei se estou preparada para ver Camila…

Lauren parou um instante em frente a uma vitrine com alianças de todos os tipos, e (SeuNome) viu um leve suspiro sair do boca da amiga

– Ela quer que você vá também, disse que natal deve ser celebrado em família e nós somos uma família e bla bla bla.

– Me parece ótimo, isso é, se tudo bem para você. - afirmou (SeuNome) escolhendo uma grande árvore de natal, pois reparou que a casa de Lauren não estava nem mesmo enfeitada. - Não nos vejo assando nenhum peru sozinhas.

Lauren deu de ombros e levou o carrinho até o caixa seguida por (SeuNome).

– Você não vai dar nada de natal para a Demetria? - a pergunta saiu rasgada, e a morena foi obrigada a erguer uma sobrancelha para Lauren que a desafiava com um olhar.

– Quando eu encontrar o presente certo, sim.

Lauren revirou os olhos e pagou com cartão de crédito toda a compra, as duas ficaram em silencio enquanto guardavam as compras no porta malas do carro e (SeuNome) sabia que havia algo de errado, e que Lauren processava algo em sua cabeça. Aquilo não era bom.

– Onde quer ir agora? - perguntou a amiga enquanto colocava o cinto de segurança.

– Eu não sei, o que tem em mente? - (SeuNome) sabia que ela já tinha um local em especifico.

– Eu não vejo a Demi desde um dia antes do acidente…O que acha?

O estômago de (SeuNome) deu um giro só de pensar em ver Demi outra vez. Deixando o mal estar de lado, resolver andar ao lado da razão.

– Por mim tudo bem.


Continua...


Bom gente, postei 2 hoje, talvez eu poste mais um de madrugada, não sei ainda. Estou pensando em fazer uma maratona com uns 5 ou 7 capítulos, o que vocês acham? Comentem babys. E falem comigo pelo meu ask http://ask.fm/httpcamzren