sábado, 21 de dezembro de 2013

Capitulo 28 - It Was Just A Dream

Milhares de pessoas dizem que andar pelo Central Park é um sonho, é mágico. Agora, imagine estar com a pessoa que faz todos os seus problemas desaparecerem, seu corpo relaxar, e que faz você se sentir mais viva do que nunca neste mesmo lugar? (SeuNome) estava feliz, ver o sorriso de Demi a estava fazendo feliz acima de tudo, a pequena parecia maravilhada, pois caminhava todo dia pelo parque, mas pela primeira vez, ela parecia ter uma visão diferente do lugar por apenas estar ao lado de (SeuNome).



– Experimente, (SeuNome), por favor! - Demi praticamente implorava em frente ao carrinho de sorvete. - Você não pode viver a base de creme.

O sorveteiro sorria divertido assistindo a pequena discussão entre as duas garotas.

– Eu posso muito bem viver de creme, sim! - insistia (SeuNome) um pouco irritada com a insistência da pequena. - Odeio chocolate.

– Já experimentou?

– Não.

– Então como sabe que odeia?

(SeuNome) deu de ombros.

– Sexto sentido. - virou-se para o sorveteiro. - Um de creme, por favor.

– Dois de chocolate! - cortou Demi entrando na frente de (SeuNome). A morena levantou a cabeça impaciente e perguntou a Deus o que ela tinha feito para merecer alguém tão teimosa.

– Alguém já disse que você é irritante?

– O tempo todo. - sorriu Demi convencida. (SeuNome) aceitou vencida o sorvete de chocolate das mãos do homem e bufou.

Assim que pagou, ela se virou para continuar caminhando, deixando Demi para trás.

– Não se faça de zangada, eu te conheço, (SeuSobrenome)! - exclamou Demi dando um meio abraço na morena. - Meu Deus, como isso é bom.

– Você é muito convencida, Demi. - disparou (SeuNome) levando o sorvete a boca. Oh, como isso é bom! Ela ficou encarando o sorvete por um bom tempo e Demi começou a rir da cara da morena. - Nada mal.

As duas caminharam até o gramado onde havia muitas famílias com as crianças que corriam atrás dos cachorros, ou brincavam de pega-pega. Demi sentou infantilmente cruzando as pernas, e (SeuNome) sentou ao seu lado.

– Você sumiu. - comentou Demi, observando as crianças brincando mais a frente. A morena levou o sorvete a boca e sentiu-se envergonhada.

– Precisava pensar um pouco.

Demi concordou com a cabeça e esperou um momento para dizer:

– Eu gosto de você, (SeuNome). - sua voz saiu tão doce que a morena estremeceu. A pequena levantou os olhos para encará-la. - Eu não sei o que é isso, mas eu quero que continue.

(SeuNome) surpreendeu-se com aquelas palavras e encarou a pequena de volta.

– Você não tem medo? - perguntou preocupada.

Demi não pareceu entender o que ela queria dizer.

– Medo?

– Sim, - a morena desviou os olhos para todas as pessoas sentadas em volta. - Das pessoas, dos olhares, da ilusão…

Demi seguiu os olhos da morena e deixou-se se perder na visão de uma garotinha loirinha brincando com seu cãozinho. Ela sorriu, e por um momento ela desejou poder ser mãe, e ter uma família.

– Acho que não tenho muito tempo para ter medo. - respondeu. - Você é a pessoa que me faz bem no momento, e eu quero muito te beijar agora.

(SeuNome) sorriu e deu um beijo demorado no rosto de Demi, ela fechou os olhos e deixou que a pequena sentisse sua respiração na bochecha, as duas se sentiram arrepiar.

A morena tirou a câmera de dentro da bolsa e teve uma ideia travessa.

– Você pode me beijar quando quiser. - disse, e em seguida passou o sorvete no nariz de Demi que abriu a boca surpresa sentindo a massa gelada.

– (SeuNome)!

A morena gargalhou e não perdeu tempo em fotografá-la com certa admiração. Demi vendo o que (SeuNome) fazia, passou seu sorvete no rosto da morena que deu um gritinho de susto. As duas riram e tiraram fotos de suas situações. Após se limpar com o guardanapo, a pequena bagunçou o cabelo longo (SeuNome) e deitou em seu ombro.

– Já disse que gosto do seu cabelo e dos seus olhos?

– Aé? - perguntou a morena passando o braço no corpo da pequena num abraço e fazendo carinho de braço de Demi.

– Sim, você parece a Megan Fox - riu. (SeuNome) abriu a boca confusa, mas então riu também. Se Demi tivesse noção do bem que estava fazendo a ela, continuaria a falar para sempre, pois em apenas alguns dias, ficar sem ouvir sua voz seria tortura. E agora mais do que nunca, o que (SeuNome) mais amava em Demi eram seus monólogos e sua teimosia, isso tudo deixava a pequena muito fofa.

– Então eu pareço a Megan? - perguntou a morena com uma voz sexy girando seu corpo para frente de Demi, que num reflexo, se deitou e (SeuNome) ficou por cima dela.

– Sim, my (SeuNome) Fox! - exclamou sentindo a mão da morena percorrer a lateral do seu corpo. - (SeuNome), as pessoas vão começar a achar estran…

Mas ela não pode terminar a frase, houve uma explosão de gargalhadas causadas pelas cócegas que a morena fazia em Demi. A pequena se contorcia em seus braços e continha lágrimas nos olhos, e (SeuNome) se divertia, voltava a ser criança naqueles pequenos momentos. Agora ela tinha sete anos. Demi conseguiu segurar o ombro da morena e inverteu as posições, as pessoas que passavam apenas sorriam, pensando ser uma brincadeira entre amigas ou irmãs.

Eles nunca imaginariam que ali estavam duas pessoas extremamente apaixonadas e confusas, duas pessoas cujo destino as unira de uma forma bruta, mas ainda sim, as fizera perceber que amar as tornavam crianças crescidas. As duas se olhavam com ternura agora enquanto Demi mantinha suas mãos nos cabelos da morena, bagunçando-os ainda mais, e (SeuNome) apenas conseguia admirá-la deitada ao seu lado, já estava anoitecendo e elas podiam ver o pôr-do-sol. (SeuNome) nunca se sentiu tão clichê e ao mesmo tempo tão romântica como naquele momento.

– Sabe, depois de perder tudo o que você mais preza na vida, sua fé diminui…Se torna quase um nada. - iniciou (SeuNome). - Mas agora eu sei porque voltei a acreditar que existe um ser maior lá em cima, olhando por nós, desafiando nossas escolhas…

Houve um momento de silêncio até Demi olhar para (SeuNome) curiosa.

– Por que?

(SeuNome) também a olhou com doçura e respondeu:

– Ele fez você.

***

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Capitulo 27 - It Was Just A Dream

O celular chamou uma, duas, três, quatro vezes até alguém atender.

– Alô, minha vida é um saco. - a voz de Selena soou sonolenta.

– Hey, Selena. - cumprimentou (SeuNome) com uma animação anormal. - Como estão as coisas?

– (SeuNome)? O que houve? - perguntou a moça desconfiada. A morena sorriu para Lauren que acompanhava a conversa pelo viva voz.

– Apenas começando um bom dia, então…O que vai fazer na sexta?

Selena pensou por um momento.

– Acho que agora tenho compromisso, mas já vou avisando que minha preferência é homens.

– Ela é gay! - berrou Lauren recebendo um beliscão de (SeuNome).

– O que? - Selena assustou-se e riu em seguida. – OH MY GOSH!

– Selena, relaxa. Conversamos sobre isso depois. - pediu a morena risonha. - Precisamos de você.

– Intervenção gay? - sugeriu a moça arrancando risadas de Lauren.

(SeuNome) balançou a cabeça, agora seriam duas para fazê-la passar vergonha.

– Mais ou menos isso, preciso que deixe Demi espetacular para sexta. - disse. - Ela e eu vamos passar a tarde junto e a noite nós quatro nos encontramos na Broadway, tenho alguns ingressos.

– Você vai assistir a Dem… - Lauren tentou falar, mas (SeuNome) tapou sua boca a tempo. Não queria estragar a surpresa.

– Lauren? - chamou Selena preocupada.

– Ela precisou correr para o banheiro. - explicou (SeuNome) sentindo a amiga fungar. - Promete que fará isso?

Selena nem precisou pensar e logo respondeu:

– Ela estará linda.

Fim da ligação.

***

O resto da semana passou rápida e a neve foi sendo substituída. (SeuNome) procurava uma roupa em seu guarda roupa e no guarda roupa de Lauren sob os protestos e piadas de Lauren de que ela deveria comprar um terno. Ela precisava admitir que aquelas piadas estavam ficando sem graça e irritantes, mas era também uma forma de Lauren passar o tempo sem pensar em Camila, pois (SeuNome) já acordara de madrugada para tomar água e flagrou Lauren sentada na mesa da cozinha chorando. E então as duas ficavam se consolando, essa era a vida das duas e (SeuNome) amava Lauren incondicionalmente para vê-la triste.

– Vista essa blusinha branca e a jaqueta de couro preta por cima. - Lauren jogou uma roupa de dentro do armário para (SeuNome) que estava sentada na cama. - É a sua cara.

(SeuNome) revirou os olhos.

– Eu posso até usar isso, mas devolva meus sapatos. - pediu tirando seu par de sapatos preferido das mãos de Lauren. - Eu estou bem, por que não escolhe a sua roupa?

– Porque não sou eu quem vai para um encontro. - ironizou Lauren saindo do quarto resmungando em espanhol.

A morena estava atônita, faltava apenas algumas horas para ver Demi e seu coração parecia que iria sair pela boca. Ela guardou os ingressos na bolsa juntamente com a câmera e o celular, tudo precisava estar perfeito. A campainha tocou e (SeuNome) ouviu Lauren correr atender a porta antes dela.

– Que diabos…? - Lauren não conseguiu terminar a frase e (SeuNome) ficou paralisada ao ver Demi.

Ela estava linda, linda como nunca a vira na vida. Os cabelos estava um pouco encaracolados e ela usava um vestido branco com um decote que deixou a Lauren sem fala. Demi sorria envergonhada, porém, seus olhos tinham um brilho diferente ao encontrar os de (SeuNome), ela estava feliz.

– Olá, Lauren. - cumprimentou a pequena com um abraço em Lauren.

– Demi. - foi o que Lauren conseguiu dizer ainda parecendo hipnotizada. Demi sorriu ainda mais e se aproximou de (SeuNome) que sentiu seu corpo tremer.

– Oi. - disse a pequena segurando as mãos da morena.

– Você está linda. - disse (SeuNome) apertando as mãos de Demi nas suas e lhe dando um beijo na testa.

– Não seja modesta, (SeuNome). Você é perfeita. - a morena corou. - Mas eu trouxe outra roupa para passearmos, só queria que você aprovasse meu vestido.

As duas trocaram sorrisos.

– Pode se trocar no quarto. - falou Lauren indicando as escada, Demi pediu licença e subiu. Lauren não perdeu tempo e se aproximou de (SeuNome). - Minha Camila ainda é melhor.

(SeuNome) revirou os olhos.

– Você está babando, Lauren.

– Cale a boca.

Depois de um tempo, Demi desceu vestindo uma blusa moletom cinza com uma carinha desenhada e calça, e a morena não pode deixar de ficar boba ao ver sua pequena tão linda em trajes simples. (SeuNome) sorriu ao ver o laço.

– Vamos indo, nos encontramos daqui algumas horas, Lauren. - disse (SeuNome) para Lauren pegando as chaves do carro.

Lauren concordou e deixou que as duas passassem pela porta, não sem antes comentar:

– Vocês duas, - Demi e (SeuNome) se viraram para ela. - não quero cheiro de sexo no meu carro!

Demi corou furiosamente e (SeuNome) amaldiçoou todas as vidas passadas de Lauren que fechou a porta rindo.

A morena entrou no carro totalmente envergonhada e ela pode ver que Demi ria silenciosamente no banco do carona.

– Acha isso engraçado? - perguntou a morena.

– O comentário ou a sua expressão?

(SeuNome) sorriu também.

– Aonde quer ir?

Demi pareceu pensar.

– Eu não sei, vamos fazer algo que não costumamos fazer, o que acha?

As duas trocaram olhares divertidos e Demi ligou o som do carro de Lauren, trocando de música em música.

– Tem uma coisa que eu não faço a muito tempo. - comentou (SeuNome) parando o carro no semáforo. Demi a olhou curiosa. - Tomar sorvete.

As duas riram e (SeuNome) ficou com medo de ter soado infantil para a pequena.

– Essa definitivamente não é você. - comentou Demi desistindo do rádio e voltando a se encostar no banco.

– Sabe qual é o melhor?

(SeuNome) ergueu uma sobrancelha curiosa.

– O que?

– Sorvete de chocolate! - exclamou excitada como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

**

hey babys! mil desculpas pela demora para postar, mas está aí, amanhã tem mais. ily
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Capitulo 26 - It Was Just A Dream

Foi então que seu coração foi esmagado. (SeuNome) sentiu vontade de bater naquela mulher, mas saiu correndo, chegou a trombar em uma mulher morena que estava parada na porta do escritório. Ela decepcionara Demi, decepcionara Lauren e decepcionara a si mesma.




– Me devolve o papel, eu vou mostrar meu facão para aquela mulher! - exclamou Lauren com a mão estendida.

– Não podemos fazer mais nada… - disse (SeuNome) dando mais uma garfada em seu bacon.

Estavam jantando em um restaurante, Lauren até tentou chamar Selena e Demi, mas (SeuNome) achou melhor adiar o reencontro, precisava de um momento para si antes.

– Vai desistir assim? você é uma péssima perdedora, (SeuSobrenome)!

– Lauren, chega. - pediu cansada. Lauren a olhou decepcionada e depois voltou a comer.

(SeuNome) odiava o fato de sentir tanta responsabilidade e culpa, odiava saber que estava apaixonada, odiava tudo no momento. As duas voltaram para casa naquela noite sem se falar, Lauren recusava-se a trocar palavras com (SeuNome), e a morena sentia-se mal, mas incapaz de fazer qualquer coisa.

O relógio marcava uma da madrugada e o sono de (SeuNome) parecia distante, a morena estava deitada no escuro pensando em Demi e ouvindo o som da chuva na janela quando seu celular tocou. Primeiro pensou em ignorar, caso fosse seu namorado, mas então viu o nome de Demi Lovato no visor e quase pulou da cama.

– Alô?

– Oi, (SeuNome)… - a voz do outro lado parecia tímida.

(SeuNome) achou extremamente fofo.

– Oi… - Silencio.

– Está chovendo. - disse Demi timidamente. (SeuNome) sorriu.

– Me ligou para falar sobre o clima?

Ouviu um riso abafado do outro lado, então Demi falou:

– Estava com saudade da sua voz.

(SeuNome) agradeceu estar sozinha e no escuro, pois sentiu seu rosto queimar.

– Eu também estava da sua… - deixou a voz morrer.

– Sobre hoje a tarde…

– A gente conversa sobre isso depois. - pediu a morena. - Você não precisa se explicar.

– Certo. - a voz de Demi agora parecia decepcionada. (SeuNome) suspirou ouvindo o som da chuva, podia jurar que conseguia ouvir também a respiração de Demi do outro lado do telefone, e isso lhe causou arrepios.

– Só para constar, eu não me arrependo de nada sobre o que disse no hospital. - disse séria.

– E eu não me arrependo de ter ido até a casa de Lauren.

Mais silencio, elas preferiam assim, ouvir a respiração uma da outra era como um bom remédio para dormir.

– É melhor eu desligar… - sugeriu Demi.

– Talvez…

– Até mais…

– Até…

E o celular ficou mudo. (SeuNome) permaneceu com ele no ouvido por alguns minutos, Demi e ela estavam tímidas uma com a outra, e isso era fofo na visão da morena, ela conseguia imaginar o sorriso tímido e o corpo encolhido da outra do outro lado do celular, a forma como Demi levantava os ombros quando estava envergonhada…E foi assim que adormeceu, com a imagem de sua pequena, e um sorriso nos lábios.

***

Quatro dias se passaram sem que Demi e (SeuNome) se vissem, a morena adiava o encontro o máximo que podia, dizendo que estava doente, que Lauren estava emotiva - essa parte ela não deixava Laur saber -, a morena estava preparando o emocional e pensando em algo para deixar Demi feliz, ela queria que tudo fosse perfeito, e demorou quatro dias para isso acontecer.

– Más noticias, a Lovato morreu. - anunciou Lauren entrando no quarto de (SeuNome) as pressas. A morena assustou-se e se desequilibrou quase caindo no chão, sentiu o ar lhe faltar quando viu que Lauren gargalhava a sua frente. - Estou brincando, tem telefone pra você.

A morena fechou a cara e jogou um sapato em Lauren, esse acertou bem na costela da amiga que mostrou o dedo do meio.

– Quem é?

– Por que não desce e descobre? - indagou Lauren abrindo passagem para que a morena saísse do quarto.

(SeuNome) coçou os olhos e desceu aos tropeços a escada, pegou o telefone no sofá e perguntou meio sonolenta:

– Pois não?

– Senhorita (SeuNomeTodo)? - uma voz autoritária soou do outro lado do telefone.

– Sim?

– Aqui é do escritório de Melanie Schineider.


mais um de presente heuheuheuheuheu mentira, postei dois por causa da Steh, agradeçam a ela. u.u
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Capitulo 25 - It Was Just A Dream

Dirigiu rápido pelos ruas de Nova York sob a neve. Deixou que as imagens de Demi patinando e beijando-lhe a invadissem para criar coragem, e questionou sua própria sanidade. Não demorou para encontrar o endereço indicado, era um prédio - um dos maiores da cidade -, luxuoso, os escritórios mais caros estavam ali, e a morena teve certeza disso ao entrar. Os lustres eram maiores que ela mesma, pensou, e a delicadeza da decoração dava um ar fino ao lugar. (SeuNome) se dirigiu a uma recepcionista morena e simpática que sorriu ao vê-la:

– Olá, em que posso ajudá-la?

– Preciso falar com Melanie Schineider. - respondeu (SeuNome) insegura. A recepcionista mediu a morena dos pés a cabeça e disse:

– Os testes já foram encerrados…

– Eu não vim para testes, eu…Eu… - suas mãos começaram a tremer e seu medo falar mais alto. Como Lauren agiria? - Eu sou a sobrinha dela.

(SeuNome) amaldiçoou-se ao dizer isso, sobrinha? Você já mentiu melhor, (SeuSobrenome)! A recepcionista soltou uma risadinha abafada e concordou, pegou o telefone e discou.

– Miss Schineider, - o coração de (SeuNome) parou por um momento. - sua sobrinha está aqui e deseja vê-la.

Ela diria que aqueles cinco segundos em que a recepcionista ficou muda, foram os mais longos de sua vida. Deus, ela poderia ser presa! Já estava analisando uma forma de fugir pelos seguranças quando a recepcionista desligou o telefone e sorriu desconcertada:

– Décimo primeiro andar.

(SeuNome) nem conseguia acreditar, e deve ter feito cara de boba na frente da moça, pois acabara de passar sem a ajuda de Lauren. O alivio foi tão grande, que a morena sorriu confiante para a recepcionista e até deu uma piscadela antes de entrar no elevador.

– Segunda fase, (SeuNome). - disse a si mesma olhando seu reflexo no vidro. - Nivel difícil.

O elevador apitou e abriu. (SeuNome) olhou de um lado para outro analisando o lugar e viu que havia mais uma recepcionista, agora uma velha, ela caminhou até o balcão.

– Vim falar com Melanie Schineider. - a velha nem sequer olhou para o rosto de (SeuNome) e saiu fazendo sinal para que a morena a seguisse.

Elas caminharam até uma porta com um segurança alto e a velha pediu que ele a abrisse. (SeuNome) sentiu a garganta seca, aquilo era loucura, ela ainda podia fugir, era só inventar uma dor de barriga e dizer que voltava outra hora. Aquilo parecia mais missão impossível, onde seu fim seria atrás das grade. Mas então o rosto de Demi lhe veio a mente e ela pode ouvir a voz da pequena: "Aquele é o meu lugar." Essas palavras foram o combustível para (SeuNome) entrar na sala e fechar a porta com cuidado. Ao passar os olhos pela sala, entendeu o porque da risada da recepcionista: a velha que escrevia algo atrás de uma mesa era negra, e (SeuNome) era totalmente branca, morena e de olhos claros.

Sentiu-se uma idiota.

Melanie levantou os olhos por trás do óculos e analisou (SeuNome):

– Você não se parece com nenhuma das minhas sobrinhas. - disse ríspida voltando a escrever. (SeuNome) engoliu em seco e estacou no meio do escritório.

– E não sou. - respondeu mantendo a voz firme. - Mas eu precisava falar com a senhora, meu nome é (SeuNomeTodo).

Silencio.

Melanie parou de escrever e olhou para (SeuNome).

– Me dê um bom motivo para não chamar a policia, senhorita (SeuSobrenome).

É agora (SeuNome), desembucha, anda! O sonho de Demi depende de você, seja apenas sincera, não deixe sua estrela morrer sem antes brilhar.

– É sobre Demi Lovato. - sua voz tremeu. Ela se aproximou da mesa onde a velha estava sentada, Melanie não disse nada, então (SeuNome) continuou: - Ela está…Doente. Demi tem apenas alguns meses de vida, e eu não posso deixar que ela vá embora sem antes realizar seu sonho de cantar na Broadway…

Melanie abaixou a cabeça e tirou os óculos. Pareceu realmente triste com o fato da doença de Demi, mas então falou:

– Eu sinto muito pela sua amiga, mas minha mãos estão atadas.

O que? Não. Ela mal quis saber o resto da história, como ela podia fazer isso? Era o sonho de Demi, (SeuNome) não queria aceitar ser derrotada, e isso lhe deu mais coragem.

– Eu insisto. Eu sei que a senhora pode conseguir uma apresentação para Demi em algum evento… Apenas uma música! - pediu. - Pode ser no intervalo de alguma apresentação, por favor.

Seu pedido saiu desesperado, e ela estava. A sensação de não conseguir o esperado a deixava angustiada.

– Não seja imatura, sabe quantas pessoas dariam a vida para se apresentar naquele palco?

– Eu sei, eu sei, estou pedindo que abra apenas uma exceção…

– Uma exceção? Por que eu abriria uma exceção para Lovato? - perguntou Melanie incisiva, e ao mesmo tempo despreocupada, enquanto tirava os óculos e cruzava as mãos em cima da mesa. - Há centenas de pessoas doentes, inválidas e morrendo que tem o mesmo sonho!

– Isso não é justo! - exclamou (SeuNome) furiosa sentindo as lágrimas virem a tona.

– Estamos falando sobre a vida real, senhorita, e ela não é justa. - replicou Melanie.

(SeuNome) ficou parada no meio da sala, estava afobada e furiosa. Deixou que as lágrimas escorressem, estava vencida. Melanie recolocou seus óculos e voltou a escrever, em sinal de que aquela conversa estava acabada. (SeuNome) até fez menção de se virar, mas algo em seu interior a impediu de dar qualquer passo a mais, e o ódio de repente foi maior que sua sobriedade.

– A senhora já recebeu um não? - indagou com a voz carregada, voltando ao mesmo lugar de poucos segundos. Melanie levantou os olhos mais uma vez e ficou em silêncio. - Já sentiu todos os seus sonhos, esperanças e desejos serem jogados fora por uma pessoa? Eu tenho certeza que em vários momentos de sua vida, o não lhe foi dito. Dói, não é? - perguntou sem esperar resposta. - Dói ser rejeitado, e eu sei que pessoas como a senhora querem que os alunos aprendam que o não é uma forma de se aprender a não cometer os mesmos erros, mas para Demi é diferente! A senhora me perguntou por que ela seria uma exceção, e a resposta é porque eu a amo. E eu sempre vou fazer dela uma exceção. Então sim, eu menti minha identidade e estou prestes a ser presa, mas não vou desistir até ver ela feliz! É o que a senhora devia fazer também! Dar as pessoas um pouco de esperança ao invés de simplesmente dizer-lhes não. Desculpe-me, mas não são todos que tem forças para continuar após ser negado, e eu não quero lhe ensinar a fazer seu trabalho, mas um pouco de esperança é o que falta nesse mundo. - (SeuNome) praticamente cuspia as palavras, e Melanie permanecia imóvel. - Demi é uma estrela, e não importa o que a senhora diga, estrelas não morrem facilmente! Já ouviu ela cantar? É por isso que está em NYADA, ela tem a voz mais linda que eu já ouvi, e seria uma honra não para Demi, mas para o público ouvi-la cantar. Aquele palco é a vida de Demi, e a senhora está tirando a oportunidade dela sentir-se viva por uma última vez, por uma única noite.

Melanie manteve sua expressão vazia, enquanto (SeuNome) havia deixado todas as suas emoções florescerem.

– A senhorita sabe onde é a saída.


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domingo, 10 de novembro de 2013

Capitulo 24 - It Was Just A Dream

“Dias tornaram-se semanas, semanas tornaram-se meses, e então em um dia nada especial, eu fui até minha máquina de escrever, me sentei e escrevi nossa história. Uma história sobre uma época, uma história sobre um lugar, uma história sobre as pessoas. Mas acima de todas as coisas uma história sobre amor. Um amor que viverá para sempre.”(Moulin Rouge)

Sabe quando dizem que o primeiro beijo pode revelar tudo? Que seu corpo passa a enviar sinais de embriaguez e suas pernas simplesmente estremecem? (SeuNome) sentia-se assim agora, deitada aos pés da cama. Sentia por dentro um misto de felicidade, uma felicidade que queria explodir, cantar, dançar, sorrir sozinha…E medo. Sim, (SeuNome) tinha medo, seus relacionamentos não traziam nada de bom, ela não conhecia outro tipo de felicidade a não ser a dos outros, ou dos casais de TV.

E agora, dois anos depois, ela estava novamente apaixonada. De uma forma diferente, diria ela, pois pela primeira vez não era uma paixão proposital, que ela tenha procurado. Demi era para ser seu serviço social, uma forma de pagar tudo de ruim que fizera no passado, e até mesmo uma forma de se redimir com a pequena. Mas como nem tudo nessa vida sai como planejado, o tiro saiu pela culatra, e ali estava ela, com o gosto dos lábios de Demi Lovato nos seus, e um sentimento inexplicável dentro do peito. Havia também as perguntas…

Demi ouvira seu pedido desesperado no hospital?

O sentimento era…Recíproco?

Esse pensamento causou um arrepio na morena, não conseguia imaginar uma Demi homossexual. Na verdade, nem ela mesma sabia se definir no momento. E tinha Joe, a pequena o amava, certo? Isso deveria apenas ser confusão da cabeça dela, algo do tipo…Carência, isso! Demi estava carente, e (SeuNome) era a pessoa mais próxima que ela tinha no momento.

– Hey, Cássia Eller, será que podemos conversar? - a voz irônica de Lauren soou na porta, e (SeuNome) não se deu ao trabalho de responder, ela sabia que era sim ou sim.

Lauren fechou a porta atrás de si e caminhou até a cama com os olhos pregados em (SeuNome).

– Vai passar o dia todo na cama só porque descobriu que é do babado? - perguntou sentando-se na cabeceira da cama e cruzando as pernas.

(SeuNome) ergueu o corpo ficando de frente para Lauren e fez careta:

– Não use o termo babado, e eu já disse que não sou gay.

Lauren olhou para os lados repetidas vezes e franziu o cenho:

– Tá legal, agora estou confusa, eu jurava que a Demetria era mulher.

Um travesseiro voou até Lauren que o espalmou a tempo, ela sorriu generosa, mostrando que entendia o que a amiga estava passando, pois por trás das piadinhas e xingamentos, Lauren sabia até antes mesmo de (SeuNome) sobre seu amor por Demi, sempre desconfiava disso desde o ensino médio, onde a meta da morena era chamar a atenção da pequena com maldades.

– Você sabe que eu sei o que está passando, não é? - perguntou Lauren com cautela.

– Eu sei, Laur, só está sendo difícil aceitar uma paixão de algumas semanas e…

– Algumas semanas? - Lauren elevou a voz sem intenção, (SeuNome) assustou-se e ela pigarreou antes de continuar. - Você gosta dela desde o ensino médio, (SeuApelido).

(SeuNome) ergueu uma sobrancelha novamente, algo em seu peito inflou e ela foi obrigada a abaixar a cabeça, concordando com Lauren. Agora ela sabia, seus sentimentos eram mascarados com ódio e uma necessidade incontrolável de chamar a atenção de Demi na escola, era esse então, o motivo das noites mal dormidas sonhando com Joe e Demi abraçados, a natureza de seu sofrimento e ciumes nunca fora Joe, como todos a sua volta e até ela mesma pensava, mas sim Demi.

– Não sei o que fazer. - disse a morena inconsolável, abraçando o corpo de Lauren que afagou seus cabelos.

– Você gosta dela?

(SeuNome) concordou com a cabeça.

– Então eu sugiro que você seja rápida e viva o máximo com Demi, eu não preciso lembrar que faltam alguns meses…

A verdade atingiu (SeuNome) em cheio. Ela perderia Demi de uma forma ou de outra, a vida levaria a alma de sua pequena e isso ela não podia mudar. A morena soltou-se de Lauren e a encarou com os olhos arregalados.

– Vem, vamos terminar o que começamos. - e dito isso, Lauren levantou da cama e abriu a gaveta da escrivaninha de (SeuNome) tirando o diário de Demi de dentro.

As duas ficaram em silêncio olhando para o diário como se fosse um livro de magias ou a bíblia. Lauren o abriu e (SeuNome) se encolheu receosa, ela deveria continuar? Sim, era o certo a fazer, deixar as coisas acontecerem, não deixar que um pequeno detalhe interferisse em seu plano. Lauren passou alguns minutos folheando o diário com certo interesse, o que deixava (SeuNome) mais impaciente e infantil.

– O que está escrito? - perguntava de cinco em cinco segundos. Da ultima vez, Lauren ergueu os olhos furiosa e exclamou:

– Eu vou enfiar esse diário na sua boca se não calar a boca!

(SeuNome) continuou balançando o corpo freneticamente para frente e para trás como uma louca, não estava bem, ainda tinha o cheiro de Demi nela e se fechasse os olhos, poderia sentir o corpo quente junto ao seu…

Abriu os olhos e se deparou com Lauren a encarando com expressão de nojo.

– Estranha. - murmurou, rindo em seguida. (SeuNome) sentiu-se corar e riu junto da amiga. - Eu encontrei algo que possa servir, ouça: - pigarreou - Broadway! O lugar onde o show nunca pode parar, o palco em que os maiores sonhos são realizados. A maioria das pessoas dizem que os meus desejos são inalcançáveis, e que Broadway está acima do que pode se chamar de sonho. Eles estão enganados. Aquele é o meu lugar. Joe também não acredita. Nem mesmo meus pais, por mais que eles demonstrem o contrário. Mas eu sei que um dia, meu maior sonho será realizado, e eu irei subir naquele palco. Eu sei, que um dia, irei me sentir viva diante de pessoas me aplaudindo.

Lauren abaixou o diário com uma expressão vazia no rosto, e sim, seus olhos estavam marejados. Nem em outra vida ela sonharia que Demi Lovato poderia ser tão tocante, a
ponte de fazê-la se comover com sua vida. E (SeuNome)? A morena chorava silenciosamente, sentindo o peso do mundo sob suas costas.

– Esse é o maior sonho dela. - disse (SeuNome) mais para ela mesma do que para Lauren. - E eu não posso fazer nada.

Lauren levantou os olhos determinada, e no segundo seguinte, saiu do quarto. (SeuNome) a seguiu aos tropeços até a sala e antes mesmo que pudesse perguntar algo, a latina já estava ao telefone:

– Você tem certeza, Jane? - perguntava ameaçadoramente. - E onde posso encontrá-la? - pegou um pedaço de papel na mesa de centro e escreveu algo. - Não interessa! Tchau.

(SeuNome) se aproximou e pegou um papel com um endereço e um nome anotado:

Melanie Schineider.

– Isso, - disse Lauren apontando para o papel. - é o sonho de Demi. Você tem duas opções: Amassar esse sonho e jogar na lata de lixo da cozinha, ou atravessar aquela porta e ir atrás dele por Demi.

Houve um momento de tensão onde a respiração pesada de Lauren podia-se ser ouvida. (SeuNome) estava surpreendida, não imaginava que Lauren pudesse fazer isso por alguém que não fosse Camila. E estava confusa. Olhava o papel como se fosse um coração prestes a fazer o transplante, não seria fácil, seria quase idiotice ir atrás de algo assim, Demi ainda era estudante em NYADA, ela sabia que não haveriam chances.

Mas o que é o amor, sem as suas loucuras?

E foi assim que a morena subiu para o quarto e se arrumou as pressas, Lauren jogou a chave do carro para ela quando passava pela sala e gritou:

– Vai lá, Romeu!


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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Capitulo 23 - It Was Just A Dream

Dito isso, passou por (SeuNome) e cruzou o mar de pessoas na calçada. A morena virou-se para questionar a senhora, mas já não conseguiu encontrá-la. Seu coração estava descompassado, como ela sabia tanto? Aquela velha havia dito como se soubesse sobre seus sentimentos, e sobre Demi. (SeuNome) estava em panico enquanto dirigia para a casa dos Lovato, todos pareciam notar sua fragilidade quanto a Demi Lovato. Até mesmo uma velha esquisita.

Já na casa dos Lovato, (SeuNome) trancou a mala e lançou um ultimo olhar a cama de Demi onde elas dormiram duas noites atrás, juntas; então fechou a porta atrás de si, tentando deixar parte daquela noite para trás. Ela caminhou com a mala em mãos pelo corredor e encontrou uma porta meio aberta, que deveria ser a do escrito de Eddie, como a pedido, ela se encaminhou até a porta para fechá-la, mas o que encontrou a prendeu na soleira. Era um estúdio onde Eddie revelava as fotos, aquela luz vermelha que iluminava o cômodo deu a (SeuNome) uma sensação conhecida, de quando ela revelava as fotos em UCLA. Com uma súbita lembrança, ela abriu a mala e tirou sua nova câmera de lá de dentro, Eddie não se importaria se ela revelasse as fotos, não é? Ela até mesmo se perguntou se esse não era o propósito. Deixou a mala no corredor e entrou no cômodo deixando seus olhos se acostumarem com a coloração da luz artificial. Ela reparou nas várias fotos penduradas, eram de uma garotinha com um microfone em mãos, Demi obviamente,  a morena sorriu.

Tirou o filme de sua câmera e começou o processo de revelação. Minutos depois, ela se encontrava sentada ao chão do estúdio, observando as fotos recém penduradas. Demi patinando com um sorriso lindo, Demi desequilibrando no gelo, (SeuNome) riu entre lágrimas com essa, Demi deitada na neve sorrindo para a câmera, e Demi e ela, nessa foto, Demi beijava a bochecha de (SeuNome) enquanto ela sorria para a foto. Então (SeuNome) chorou mais e mais. Enfiou a cabeça entre os joelhos e apertou o par de colares na mão.

Estava apaixonada por Demetria Devonne Lovato, e isso lhe soava tão perfeitamente, que mais parecia ser uma frase já feita, mas esquecida durante muito tempo.

Lauren e (SeuNome) voltaram para New York, e já era de madrugada quando chegaram em casa. As duas fizeram a viagem completamente emudecidas, cada uma presa em seus pensamentos, lembranças…Amores. (SeuNome) decidiu que precisava dormir um pouco antes de começar o dia, ela e Lauren dormiram na sala mesmo. No outro dia de manhã, a Lauren saiu para fazer compras e deixou (SeuNome) assistindo a um filme qualquer na TV. Assistindo no sentindo de deixar a TV ligada e seus pensamentos direcionados a Demi, pois agora que havia admito seus sentimentos a si mesma, sentia como se um trator tivesse saído de cima dela.

A campainha tocou e (SeuNome) se levantou desanimada para atende-la, nem se preocupou em pentear o cabelo ou trocar o roupão. Ao abrir a porta, a surpresa lhe invadiu. Demi Lovato a olhou intensamente antes de entrar para dentro de casa e parou no meio da sala de costas para a morena; (SeuNome) fechou a porta um pouco confusa caminhou até a sala preparando um questionamento para a pequena. O silencio era interrompido pelo som da TV, e apenas isso. Demi parecia se encorajar de algo, e apertava as mãos freneticamente.

– O que… - (SeuNome) tentou perguntar, mas assim que sua voz soou, Demi se virou abruptamente e caminhou rapidamente até a morena fazendo-a encostar-se no pilar e levando os braços ao pescoço dela; encostou seus lábios com um pouco de violência.

Não foi um beijo, eu diria, pois (SeuNome) estava desnorteada demais para poder fazer qualquer movimento, e Demi parecia apenas querer sentir o gosto dos lábios da morena, forçar algo a mais seria muito cedo, talvez. Mas, a sensação de ter o corpo de Demi colado ao seu, a fez segurar a cintura da pequena com necessidade. (SeuNome) poderia dizer que os lábios macios de Demi tinham gosto de mel, um mel caro e gostoso. Então as mãos de Demi foram para o rosto da morena, e ela começou a sentir a pele de (SeuNome), querendo gravar cada parte com o tato. Assim que a pequena parou o beijo, as duas encostaram as testas e Demi murmurou com os olhos fechados:

– Você é em toda essa historia, a parte que me salva e que me conforta. - (SeuNome) abriu os olhos e viu que Demi agora chorava silenciosamente, a pequena então deu um abraço apertado na morena, agarrando-se a ela como se fosse sua única salvação e cantarolou: - I have loved you for a thousand years…

(SeuNome) entreabriu a boca chocada, e quando tentou falar mais uma vez foi interrompida pela pequena, que separou-se dela e da mesma forma que iniciara o beijo, saiu pela porta. Lauren, que entrava com uma sacola de compras em uma mão e um saquinho de pipoca em outra, quase foi prensada na porta.

– Filha da mãe! Além de ficar horas em um hospital esperando respostas por ela, ainda sofro tentativa de homicídio… - resmungou Lauren sistemática fechando a porta com violência e largando a sacola de compras em cima da pia.

(SeuNome), que ainda estava parada no mesmo lugar, com o mesmo olhar e a boca aberta, caminhou até a mesa e sentou-se com as mãos cobrindo a boca, e um olhar perdido. Lauren percebeu o comportamento estranho da amiga e resolveu sentar também, ainda comendo sua pipoca.

– O que a estrela cadente queria aqui?

(SeuNome) massageou a têmpora.

– Não quero falar sobre isso.

Lauren lançou um olhar cético para a amiga, e depois segurou sua mão.

– Pode começar.

A morena revirou os olhos, e tentou se concentrar nas palavras.

– Demi me beijou.

Lauren petrificou, piscou diversas vezes rapidamente e soltou a mão da amiga. (SeuNome) revirou os olhos outra vez quando a amiga abriu a boca dramaticamente.

– Isso é nojento, e eu estou comendo. - acusou Lauren largando o saco de pipoca como se tivesse encontrado algum bicho lá dentro. - E você não iria me contar esse fato se eu não tivesse perguntado?

– Não sou o tipo de pessoa que sai contando coisas assim… - disse (SeuNome) com a voz totalmente entretida, e cansada.

Lauren fez uma careta.

– O que você quer dizer com isso? Enfim, não importa, por que ela saiu daquele jeito?

Essa era a pergunta que a mesma se fazia, (SeuNome) deu de ombros e começou a brincar com os dedos em cima da mesa pensando que tudo estava acontecendo rápido demais.

– Lauren? - chamou a morena procurado a amiga com os olhos.

– Hum?

– Eu te amo.

– Vai morrer, é? - riu Lauren erguendo uma sobrancelha. (SeuNome) sorriu junto com a amiga, mesmo sem sentir vontade. - Eu também te amo.

(SeuNome) levantou e bagunçou o cabelo de Lauren, ela precisava subir para o quarto e pensar no que acontecera, porque algo dentro de si agora gritava loucamente para sair, e ela precisava dar ouvidos a essa emoção.

– (SeuNome)? - foi a vez de Lauren chamar quando a morena já estava na escada.

– Sim?

– Gay! - exclamou a amiga com uma longa gargalhada. (SeuNome) balançou a cabeça perguntando-se como alguém poderia amar a Lauren como Camila amava, e se enfiou no quarto, para mais uma sessão de pensamentos e lembranças.



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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Capitulo 22 - It Was Just A Dream

Quando (SeuNome) voltou para a sala de espera, encontrou apenas Selena, Lauren e os Lovato ansiosos. Dianna correu dar um abraço na morena e depois seguiu para o quarto ver a filha, Eddie lançou um sorriso falho a ela, o que cortou o coração de (SeuNome), e depois seguiu a esposa

– Onde estão os outros? - perguntou a Selena e Lauren que estavam sentados.

– Eu os expulsei, disse que estava tudo bem, você estava chorando? - Lauren foi tão rápida na sua resposta que perguntou a (SeuNome) que foi obrigada a pensar um pouco.

– Ao contrário de você, eu tenho lágrimas.

Lauren abriu a boca contrariada, mas Selena a cortou:

– Ela ainda está dormindo?

– Sim.

– E você ai pensando no funeral dela já. - caçoou Lauren agora mais venenosa, levantando-se. - Eu vou para casa buscar as malas e te encontro no aeroporto.

(SeuNome) a olhou incrédula.

– Você vai deixá-la assim?

– Deixe de ser dramática, (SeuSobrenome). Quando a Demetria acordar vai querer passar um tempo com os pais, depois ela viaja.

– Eu não vou abandoná-la.

Selena acompanhava a discussão como se assistisse a uma partida de ping pong. (SeuNome) também se levantou, e com sua última frase, Lauren riu ironicamente e se aproximou dela.

– Pelo amor de Deus, deixe a garota respirar! Você parece um cachorro atrás da cadela no cio. - retrucou a amiga nervosa, arrancando olhares de alguns internos que passavam por ali. - O que estão olhando?

(SeuNome) avançou contra Lauren, mas foi barrada por Selena que resolveu intervir antes que algo pior acontecesse naquele hospital.

– Já chega! - anunciou ela separando as duas. - Lauren tem razão, (SeuNome), - a morena abriu a boca para protestar, mas Selena fez sinal para que ela se calasse. - Eu acho super fofo o que você está fazendo, mas Demi precisa de um momento com os pais e você precisa relaxar.

Lauren jogou os braços para cima vitoriosa, (SeuNome) fechou a cara para ela.

– Ela não pode viajar sozinha, Selena…

– E quem disse em viajar sozinha? Eu vou ficar na casa dos meus pais até ela decidir que está em condições de viajar, tudo bem? - perguntou a moça um pouco animada com a idéia de poder ficar com sua família.

(SeuNome) pensou em uma desculpa para ficar também, mas por um lado os dois tinham razão, ela não podia sufocar Demi o tempo todo. Então ela apenas concordou e sentou-se com Selena para esperar os Lovato, caso acontecesse algo. Lauren voltou para a casa dos pais, para arrumar as malas.

– Vocês duas definitivamente se amam. - comentou Selena divertida.

– Você não tem idéia do quanto. - replicou (SeuNome) um pouco mais relaxada. - Nós somos assim mesmo, as pessoas até se assustam com nosso relacionamento.

Selena riu.

– Ela é uma boa pessoa, só não deixa que as pessoas saibam disso.

Foi a vez de (SeuNome)sorrir, ela estava certa. Lauren tinha um coração que ninguém acreditaria ser o dela, a morena mal conseguia enumerar as vezes em que precisou da amiga e ela sempre esteve lá, com xingamentos e ironias, mas sempre esteve.

– Como está com Demi? - perguntou interessada. (SeuNome) pigarreou desconcertada. - Tudo bem, Lauren me contou seu plano.

Lauren, agora ela pensava em uma maneira de tortura para a latina fofoqueira.

– Ela pareceu adorar o lago. - respondeu tímida.

– Demi vivia me dizendo que tinha esse desejo, e eu apenas podia pensar em como ela era iludida em achar que Joe faria aquilo. - disse a moça cruzando as pernas. (SeuNome) se mexeu incomodada, porém, Selena a fazia bem, ela era um ótima amiga e conhecia Demi.- Demi está muito frágil, (SeuNome), todos sempre a enganaram e se aproveitaram dela, então não desista nas primeiras barreiras que ela impor.

A morena olhou para Selena como se ela tivesse dito a coisa mais óbvia do mundo. Demi estava com medo de que ela a estivesse usando? É claro, (SeuSobrenome), ainda mais você que fez da vida dela um inferno no colégio.

– Eu nunca a machucaria. - se defendeu séria.

Selena a analisou, exatamente como Lauren dias atrás. Isso não era bom, nunca era.

– Você gosta dela, não gosta?

A pergunta pegou a morena de surpresa, ela não esperava por aquilo e todos os movimentos desajeitados que fez a seguir, entregou sua resposta, tanto que Selena sorriu compreensiva. Dianna apareceu no mesmo instante em que (SeuNome) formulava uma resposta coerente, ela agradeceu mentalmente por aquilo, e desviou rapidamente o assunto.

– Ela está bem?

Dianna sorriu satisfeita.

– Você a viu a alguns minutos, ela está da mesma forma. – (SeuNome) enrubesceu. - Exceto, talvez, pela sua peça de roupa que ela mantêm agarrada contra o peito.

Um sentimento indescritível a preencheu por dentro, (SeuNome) sorriu bobamente, ato que não foi despercebido pelo homem que fez sinal para que ela se aproximasse dele.

– Sua mala ainda está em casa, sugiro que você vá buscá-la para não se atrasar. E não se esqueça de fechar a porta do meu escritório. – Eddie falou se aproximando, terminou o homem com uma piscadela. (SeuNome) não entendeu a mensagem, mas seguiu o conselho do homem. Ela não poderia se atrasar ou então perderia o vôo. E isso significaria Lauren caçá-la até o fim do mundo.

Despediu-se de Selena e pediu para que ela cuidasse de Demi. Despediu-se de Dianna, pediu que ela mandasse lembranças a Eddie e disse que deixaria o carro na garagem de casa, o homem concordou bondoso e com um brilho desconhecido no olhar. Ela saiu do hospital e recebeu uma rajada de vento, a neve cobria boa parte da calçada e por isso, foi impossível não tropeçar em uma senhora que carregava uma sacola de bugigangas.

– Me desculpe. - pediu (SeuNome) envergonhada, ajudando a senhora a recolher boa parte das coisas que haviam caído para fora da sacola.

– Está tudo bem, encontros e desencontros têm seus motivos. - disse a senhora com generosidade.

A morena viu que a mulher vestia-se mal, como se fosse mendiga, e seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo mal feito. Ela parecia uma camelô, pela sacola de bijuterias e coisas usadas.

– Aqui está, estes são os últimos. - (SeuNome) fez menção de entregar um par de colares para a senhora, mas de repente sentiu-se atraída por eles. Eram de madeira envernizada e tinham o formato de plaquinha, com uma mesma inscrição desconhecida em cada um. (SeuNome) os segurou pelo cordão enquanto os admirava, eles eram lindos e ela logo pensou em Demi. A velha observou o interesse de (SeuNome) pelos cordões com os olhos cerrados e uma certa certeza na expressão.

– O passado é como uma cicatriz, senhorita, ela não sairá da pele se o ferimento tiver sido intenso. - disse a velha de repente, (SeuNome) olhou-a surpresa e chocada. - É isso que esses cordões representam.

– O que está escrito…? - perguntou a morena interessada ainda segurando-os hipnotizada.

– Ah, esse é o maior segredo, é como o amanhã…Você só vai descobrir na hora certa.

(SeuNome) fez menção de devolvê-los a senhora, mas ela os recusou com o braço:

– Fique com eles, tenho certeza que há outro pescoço esperando para usá-los. - lançou um olhar mortal para a morena que recuou alguns passos totalmente assustada. - Maktube.



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